Festa do Livro em Belém

Olá minhas Alfaces,

O post de hoje já vem bem atrasadinho! Há uma semana atrás fui à terceira edição da Festa do Livro, organizada pela APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros). Decorreu entre os dias 30 de Agosto e 2 de Setembro, nos jardins do Palácio de Belém.

Este ano, contou com cerca de 50 editores e quase 80 mesas que trouxeram ao evento muitos dos seus autores e obras.

Durante estes quatro dias foi possível assistir-se a concertos, debates, lançamentos de livros, demonstrações de ginástica e como não poderia deixar de ser, um espaço dedicado aos mais novos.

Foi a primeira vez que visitei esta festa e digo-vos que, o ambiente tranquilo, acolhedor fazia sentir o visitante em casa. Para quem é apaixonado por livros, aquele jardim era simplesmente um sonho! Quem sabe o Paraíso seja assim?!

Se pudesse, confesso-vos, que trazia um exemplar de cada, mas precisaria de mil vidas para os ler! Ou…de mil noites sem dormir!

Havia duas entradas possíveis para o evento; uma era feita pelo Museu da Presidência e a outra pelo Jardim Botânico Tropical, espaço que pertence à Universidade de Lisboa. Como desconhecia a entrada pelo jardim, fi-lo pelo Museu (já visitado por mim e que aconselho vivamente) contudo, acabei, acidentalmente, por descobrir a entrada para o Jardim Botânico…ou deverei dizer Paraíso Português?

Minhas Alfaces…acreditem em mim…mal entramos, sentimos-nos noutro mundo! Árvores centenárias abraçam-nos. Patos simpáticos dão-nos as suas boas-vindas, juntamente com as suas crias. E nós?! Nem…acreditamos que estamos em Portugal! E muito menos em Lisboa, aquela cidade rotulada de “Cidade Cimento“!

Este jardim tem uma história centenária, concebido no reinado de D.Carlos I , ocupou o espaço onde outrora, D. João V havia instalado o “hortus regius suburbanus” (Jardim Real Suburbano).

Ocupando uma área de 7 hectares e albergando cerca de 600 espécies, maioria originária de regiões subtropicais e tropicais dos vários continentes o que o torna numa matriz exuberante vegetal. É detentor de espécies magníficas que obtiveram a sua expansão no período Triásico e que, nos nossos dias se encontram em vias de extinção, a elas junta-se a “Árvore do Buda“, a Ficus Religiosauma espécie venerada por hindus e budistas, uma vez que, se dizia que era neste espécime que Buda meditava.

O Jardim Botânico como o conhecemos é, fruto de um Decreto Régio a 25 de Janeiro de 1906 pelo Conselheiro Moreira Júnior ( Ministro então da Marinha e Ultramar), o objetivo do então Jardim Colonial surgiu no contexto da reorganização dos serviços agrícolas coloniais, tendo como missão o ensino agrícola tropical, funcionava ainda como centro de estudos (função que se mantém até hoje).

Depois do seu apogeu na Exposição do Mundo Português, iniciativa do ditador português, António de Oliveira Salazar, o jardim encontra-se num estado de degradação, os edifícios do século XVII-XVIII, estão maioritariamente ao abandono.

A quando da minha visita, era impossível não reparar nalguma sujidade que a água possuía, e no estado degradado em que se encontrava a parte Oriental do jardim, contudo, a sua beleza exuberante consegue sobrepor-se a qualquer pormenor que esteja menos bem.

A entrada para o Jardim tem o valor de 2€ e…digo-vos que é um excelente espaço para um passeio em família.

Regressando à Festa do Livro, como DLP (Devoradora de Livros Profissional) que sou, adquiri uma obra da editora Saída de Emergência, cujo título é “Amanhecer na Rotunda” de José António Sequeira Gonçalves e João Espada. Um romance sobre o 5 de Outubro de 1910 e todos obstáculos que, os republicanos enfrentaram para conseguir derrubar a Monarquia.

Brevemente, sairá um post sobre o livro. Por isso, fiquem atentos!

Confesso que, aguardo ansiosa pela próxima edição desta iniciativa cultural espantosa, patrocinada pelo Presidente da República.

Como é hábito deixo-vos aqui umas fotografias da Festa do Livro e do Jardim Botânico Tropical.

 

Espero que tenham gostado. Já sabem que podem partilhar as vossas opiniões. Já visitaram?

Vemos-nos no próximo post!

Beijinhos viçosos,

A Alfacinha

 

Comments

  1. Rodrigues

    Gosto! Muito bom. Continue assim. Boa sorte para o futuro. Dados muito interessantes. Se puder para o ano tentarei ir lá se o evento se realizar em Belém.

    Ps:Gosto muito do seu trabalho.

  2. Paulo Jorge

    Parabéns pelo excelente artigo. Também estive presente, é sem duvida um belo passeio de fim de semana. Fico a aguardar com expectativa o comentário sobre o livro ” Amanhecer na Rotunda”.
    Quanto ao Jardim Botânico Tropical é inexplicavelmente um Paraíso em Belém.

  3. André

    Parece ter sido brutal e bastante revitalizante pelas tuas palavras.

    Espero que tenhas tirado o melhor dessa festa que foi de certeza imensamente diferente.

    Desconhecia tal festa honestamente.

    Obrigado pela partilha. My Gentleman Side

  4. Raquel Pereira

    Caraca que evento incrível. Suas fotos também, estão ricas em detalhes. Você me deixou com uma extrema vontade de ir na próxima festa do livro.

  5. Luna Amil

    Oi, tudo bem?
    Anotei cada dica desta postagem para uma futura visita a Portugal!
    Não conheço o livro que você adquiriu, então vou querer saber mais sobre ele sim.
    Esse jardim é simplesmente belo e suas fotos estão ótimas!

    Beijos da Lua!
    Cantinho da Lua

  6. Thayná

    Uau! Que lindo lugar! Fiquei com tanta vontade visitar. Muito bom saber que você mora em Portugal, tenho vontade de conhecer, e com esta feira fiquei com mais vontade ainda. Qual região (sul norte, leste) de Portugal você mora? E faz muito frio no inverno? =)

    Visitive também princesadeletra.blogspot.com

  7. Tita Gold and Beauty

    Não conheço, costumo ir às feiras no norte do país, mas realmente tenho que alargar o meu radar literário… 🙂
    Talvez nos encontremos numa delas – eu sou o ser que deambula de stand em stand, a tentar tomar decisões de compra para manter o vício…

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